Energias renováveis modificam matriz energética dos data centers na América Latina

Energias renováveis modificam matriz energética dos data centers na América Latina

O crescimento dos investimentos em data centers e em telecomunicações resulta da demanda por tráfego de dados e da migração de aplicações para a nuvem. Neste contexto, a adoção de energias renováveis ajuda as empresas a minimizarem seu impacto ambiental e otimizarem suas operações, reduzindo o consumo energético e seus custos operacionais.

Na indústria da tecnologia, diversas empresas renomadas implementaram fontes energéticas renováveis em suas operações. Um dos principais exemplos é a Google, que foi pioneira em realizar investimentos milionários na construção de data centers ecológicos e eficientes. Em Taiwan, a empresa apostou na inclusão de um sistema de refrigeração com água do mar e água reciclada.

Por sua vez, a Microsoft foi a primeira empresa a submergir um data center no oceano, a 10 metros de profundidade e a um km de distância da costa da Califórnia, nos Estados Unidos. Esta iniciativa busca reduzir o superaquecimento dos equipamentos, uma vez que a água refrigera o data center e aumenta a produtividade dos servidores ao reduzir o consumo de energia.

A América Latina tem muito potencial e condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento de energias renováveis devido à proximidade com zonas hídricas e aos altos índices de radiação solar. Segundo o estudo Climascopio, realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2014, seis países da região ficaram entre os 12 primeiros colocados das 55 nações emergentes mais atrativas para investimentos em energias renováveis.

Percentual de energia

Em termos práticos, um data center pode ter 100% de sua energia originária de fontes renováveis. Um exemplo é a Apple, que opera com toda a sua matriz energética sustentável. Entretanto, este tipo de energia tem um custo alto e muitas empresas não conseguem arcar com o valor. Além disso, muitas vezes os data centers estão localizados em áreas urbanas onde não há espaço suficiente para captar a energia necessária. Estima-se que, em média, sejam necessários 9,300 metros quadrados de painéis solares para gerar 1MW de energia, o que representa um espaço grande e caro nos centros urbanos.

Outra forma eficiente de aumentar o percentual do data center energizado por fontes renováveis é obviamente diminuir o consumo de energia internamente.

Em resumo, os segmentos de data centers e telecomunicações se encontram em expansão na América Latina, e os investimentos em energia verde também estão crescendo em um ritmo acelerado. Apesar de todos os desafios, a América Latina tem todos os ingredientes necessários para se tornar uma região líder em eficiência energética de infraestrutura de TI e de telecomunicações.

Fonte: Vertiv

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